O que os papagaios brasileiros têm a ver com uma importante mudança de entendimento sobre a natureza, ocorrida no início da Idade Moderna? Como os egípcios antigos inspiraram discussões sobre a evolução das espécies no século XVIII? De que maneira a Ema – ave símbolo do Rio Grande do Norte – e os sabiás do campo, comuns em nosso território, foram importantes para os estudos de Charles Darwin?

É com essa abordagem, enumerando fatos marcantes na história das ciências naturais, que a exposição Aves e evolução: uma perspectiva histórica apresenta a construção do conhecimento evolutivo através da ornitologia, ou seja, mostrando como o estudo das aves contribuiu para o desenvolvimento de uma das ideias mais poderosas da ciência, que alicerça todo o conhecimento atual sobre os seres vivos: a teoria da evolução das espécies, proposta pelos naturalistas britânicos Charles Darwin e Alfred Wallace, no século XIX.

A mostra convida o visitante a viajar ao longo da História da Ciência, no encalço do que já foi considerado “o mistério dos mistérios”, acompanhando a jornada do intelecto humano, da Idade Antiga até às concepções atuais sobre evolução biológica, tendo como fio condutor o entendimento sobre as aves.

O conteúdo da exposição é explorado através de documentos, modelos e réplicas, além de uma notável coleção de aves taxidermizadas, das quais a maioria é apresentada ao público pela primeira vez. Merece destaque também uma réplica do Archaeopteryx, um dos mais famosos fósseis já descobertos: a desconcertante peça, de cerca de 150 milhões de anos, apresenta um animal com cauda óssea longa, garras nas mãos e uma boca semelhante a um bico repleto de dentes, tal qual um pequeno dinossauro carnívoro, mas também com nítidas evidências de asas e penas. Esse animal extinto, descoberto em 1861, cerca de dois anos após a publicação da obra “A Origem das Espécies” de Charles Darwin, acendeu o debate de que as aves seriam descendentes dos dinossauros.

As pesquisas atuais, no entanto, vão além da discussão levantada no século XIX e indicam que as aves não apenas descendem dos dinossauros: elas são verdadeiros dinossauros vivos, que podemos ver hoje, cotidianamente! E é isso – entre tantas outras evidencias e curiosidades – que a exposição do MCC traz para o público, fazendo-o conhecer mais e melhor esses animais que sempre cativaram a admiração e curiosidade da humanidade. Animais alados que ajudaram a construir os pilares do grande edifício do conhecimento biológico: a Evolução.

Vale destacar a inclusão, no percurso da exposição, de um game especialmente criado para a ocasião, cujas etapas correspondem a obstáculos enfrentados por uma ave no caminho da evolução. Fruto de uma parceria com o Prof. Rummenigge Dantas, da Escola de Ciência e Tecnologia da UFRN, o game é mais um esforço para articular as novas tecnologias às ações desenvolvidas no MCC, integrando conhecimento e diversão.

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Devido ao grande sucesso, a exposição foi prorrogada até setembro de 2019 e convidada a ser apresentada na ESTAÇÃO CABO BRANCO DE ARTE E CULTURA (João Pessoa/PB), onde ficou em cartaz de novembro de 2019 a abril de 2021.

Ficha técnica

Curadoria: Glaudson Freire de Albuquerque.

Aquarelas originais: Rafael Silva do Nascimento.

Cenografia: Olavo Bessa e Everardo Ramos.

Game: Rummenigge Dantas e estudantes do Laboratório de Tecnologias Educacionais, Assistivas e Multimídia (TEAM).

O MCC precisa de você!

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